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Notícias

Vigilância aperta o cerco contra a leishmaniose, que já fez 16 vítimas no município em 2017

O Mercado Municipal já foi notificado para acabar com a comercialização de aves vivas

10/10/2017

A Vigilância em Saúde está apertando o cerco contra a leishmaniose em Baixo Guandu, tendo em vista a ocorrência de 16 casos confirmados no ano 2017 no município, com registro de uma morte.
 
Além da borrifação contra o mosquito flebotomíneos (ou mosquito palha, conforme é conhecido), a Vigilância está atenta para criadores de aves e chiqueiros no perímetro urbano, cujas fezes e material orgânico dos animais servem de local para reprodução fácil do transmissor da doença.

O Mercado Municipal de Baixo Guandu já foi notificado para acabar com os galinheiros ali existentes, com aves vivas para comercialização. A fiscalização vai chegar também para quem cria aves do tipo galinhas, patos, marrecos e perus, considerando que estes criadouros sempre tem material orgânico, onde o mosquito palha se reproduz com facilidade.

Qualquer denúncia da existência destes criadouros na sede de Baixo Guandu deve ser feita diretamente à Vigilância, pelos telefones 3732-3165 e 3732-3248.
 
Equipe trabalhando
O diretor da Vigilância em Baixo Guandu, Azemar de Carvalho, explicou que uma equipe com 10 pessoas está trabalhando em vários pontos da cidade com borrifação e conscientização dos moradores com relação ao combate ao mosquito palha.

“O mosquito que transmite a leishmaniose se reproduz em matéria orgânica, como fezes de animais, especialmente em chiqueiros e galinheiros, folhas ou madeiras apodrecidas, ao contrário do mosquito da dengue, que se reproduz na água parada. A doença é grave e todos podem ajudar evitando locais onde o mosquito se reproduz. É bom lembrar também que os cães, a exemplo do ser humano, são muito afetados pela leishmaniose”, explicou Azemar.

O diretor de Vigilância confirmou que 16 casos foram registrados em Baixo Guandu no ano de 2017, com uma morte. Foram 3 na Sapucaia, 5 no centro, um caso no Rosário I, dois na Vila Kennedy, 1 no bairro São Vicente, 3 no Alto Guandu e um no interior, no Valão do Souza.
Os principais sintomas da leishmaniose, conforme Azemar de Carvalho, são febre, palidez, perda de apetite, indisposição, anemia e, nos casos mais graves, inchaço no abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.

“É uma doença que tem que ser tratada precocemente, sob risco de agravamento que pode levar à morte. A população precisa nos ajudar no combate ao mosquito palha, evitando qualquer tipo de material orgânico que favoreça a reprodução deste vetor”, acrescentou Azemar.

Outra maneira da população ajudar é comunicando a Vigilância em Saúde de locais com concentração de material orgânico, especialmente galinheiros ou chiqueiros. “Nós fazermos o combate do mosquito com borrifação, mas temos que eliminar os focos de reprodução e nisto todos podem ajudar”, falou Azemar.

No ano passado, Baixo Guandu registrou 8 casos de leishmaniose, mas este ano já são 16 ocorrências, o que tem preocupado as autoridades sanitárias.

O hospital de Baixo Guandu está preparado para atender aos casos mais simples da doença, que evolui para a cura se diagnosticado precocemente. Os casos graves são encaminhados para Colatina ou Vitória.
 
Criação de animais
Enquanto isso, o prefeito Neto Barros continua lutando para regular a questão da criação de animais no perímetro urbano de Baixo Guandu. Ele já enviou projeto de Lei à Câmara, proibindo a criação de animais de grande porte, como bois e cavalos, além de instalações como chiqueiros e galinheiros.

Este projeto foi modificado na Câmara, o que resultou em veto do prefeito. Os vereadores entenderam o equívoco e aceitaram a rejeição do Executivo ao texto final da matéria. Agora a Prefeitura prepara um novo projeto de Lei para enviar ao Legislativo, regulando definitivamente a questão da criação e manutenção de animais de grande porte no perímetro urbano. É o caso da leishmaniose, que pode ser evitada com a ausência de galinheiros e chiqueiros no perímetro urbano.
 

ES

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