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Dia Mundial do Meio Ambiente é intensificado com palestras em Baixo Guandu

Em comemoração ao dia 05 junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Prefeitura de Baixo Guandu, através da Secretaria de Meio Ambiente, realizou manhã de palestras com representantes do IDAF (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do ES), Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) e IEMA (Instituto Estadual de Meio Ambiente).

Durante a solenidade de abertura das atividades o prefeito Neto Barros expos a preocupação ambiental. “A discussão não é de hoje, ela é extensa. Não podemos falar de meio ambiente sem mudar atitudes, mudar pensamentos e dia a dia”, esclareceu o prefeito que agradeceu a participação dos palestrantes e autoridades durante o evento.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi comemorado na cidade com aprendizado e troca de experiências. Estiveram presentes nas palestras alunos e professores das escolas Estaduais EFM José Damasceno Filho de Baixo Guandu e IFES (Instituto Federal do Espírito Santo) de Itapina – Colatina, além da participação do coral da escola Carlos Luiz Frederico com o “Projeto Dó Ré Mi na Escola” e agricultores.

Na primeira etapa, Karine da Costa Gonçalves, técnica do IDAF, trabalhou os cuidados que se deve ter para não contaminar o meio ambiente através do manuseio das embalagens de agrotóxicos. “Muitos reutilizam as embalagens ou as despejam em qualquer lugar. O correto é lavar as embalagens no processo que chamamos de tríplice lavagem, no qual se lava as embalagens três vezes e a cada lavagem, utilizar a água que ficou nos recipientes no pulverizador. Após, furar o fundo do recipiente para não ser mais utilizado”, disse Karine.

A técnica do IDAF contou que em breve chegará à região o Programa Campo Limpo, que terá datas marcadas para as coletas das embalagens dos agrotóxicos. Disse também que cada tipo de embalagem tem manuseio correto. “Cada rótulo traz como os materiais devem ser manuseados. Por exemplo, embalagens de semente e agrotóxicos em pó devem ser devolvidas sem lavar, além também de terem de devolver as caixas de papelão que vem junto com os produtos”, explicou Karine.

Na segunda etapa, Anderson Ferrari, Biólogo do IEMA palestrou sobre o tema que envolve resíduos sólidos e reciclagem. “Devemos ter responsabilidade sócio ambiental. Temos problemas ambientais de 30, 40 anos atrás. Temos problemas ambientais desde a formação dos municípios, são questões diversas e soluções que devem ser tomadas por todos”, disse Anderson.

Ao dizer que todos devem ter responsabilidade sócio ambiental, o biólogo trouxe questões ao evento que induziu aos presentes a pensar que a responsabilidade não é apenas dos governos e sim de cada cidadão. “Pensem: se tem o horário que o caminhão passa para recolher o lixo e a população não se utiliza dos dias e horários corretos, a culpa pelo lixo na rua é de quem? E então se o lixo entope o bueiro num dia de chuva a culpa é da prefeitura? Tudo é compartilhado, o governo tem de fazer sua parte, mas a população também faz parte do processo”, esclareceu Anderson.

E essa é uma das maiores preocupações atuais da sociedade – O que fazer com o lixo? No Brasil, 48% dos resíduos sólidos urbanos são depositados em lixões a céu aberto. “Nossa meta é que em agosto de 2014 nenhum município do Espírito Santo tenha lixão a céu aberto e sim aterros sanitários legalizados”, disse o biólogo do IEMA e acrescentou: “O meio ambiente é onde estamos, é a nossa casa, nosso trabalho. Cuidando bem de onde estamos, cuidamos do ambiente. Devemos nos comportar na rua, como nos comportamos em casa. Se não jogo lixo no chão de casa, não devo jogar nas ruas”.

No fim dessa etapa o biólogo ainda alertou aos participantes que para modificar e melhorar o meio ambiente devemos usar os 4 R’s: Reduza, Reutilize, Recicle e Repense. “Não é um trabalho apenas dos governos e sim de toda a população”, finalizou.

Na terceira e última etapa de palestras os alunos, professores, agricultores e demais presentes puderam ouvir de Márcia Sales, pesquisadora INCAPER, sobre agroecologia, agricultura orgânica e agricultura sustentável. “É importante aprendermos isso, tudo faz parte do processo. Não temos agricultura sustentável sem que a cidade esteja envolvida. Nós somos consumidores e devemos nos responsabilizar pelo que compramos”, disse.

A pesquisadora deixou clara a situação atual do brasileiro em relação ao consumo de produtos com agrotóxicos. “O Brasil é o campeão no consumo de agrotóxicos no mundo. O brasileiro consome em média 5 litros de agrotóxicos por ano que estão impregnados nos alimentos que consumimos”, disse.

A agricultura sustentável deve ser apoiada na ação social coletiva, ou seja, não apenas com um agricultor. Para que a sociedade alcance esses objetivos, também é necessário valorizar conhecimentos locais e tradicionais, com diálogo de saberes, para assim buscar soluções no local. “Precisamos trabalhar a agroecologia com intensificação dos processos naturais. E tudo com ética e sustentabilidade”, encerrou Márcia.

Assessoria de Comunicação – PMBG

Elaine Zambon

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