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Baixo Guandu realiza a Iª Conferência Municipal de Cultura

Aconteceu nos dias 01 e 02, última segunda e terça-feira, a Iª Conferência Municipal de Cultura de Baixo Guandu. O Município faz parte de um número pequeno de cidades que aderiram ao Sistema Nacional de Cultura – SNC, em relação ao tamanho do Brasil. São pouco mais de 800 cidades participantes em todo o país. Um dos objetivos da Conferência é para que a cultura local seja fomentada, reforçada e esteja integrada a região.

Para o Prefeito, a cidade tem bons motivos para a criação da conferência e a ampliação da cultura local. “Baixo Guandu possui uma grande riqueza cultural, tem muitos artesãos com belos trabalhos, e faremos o necessário para dar amplitude a esses trabalhos”, disse, Neto Barros.

Além disso, o evento também abre as portas para a criação da Secretaria de Cultura, que hoje trabalha como Coordenadoria e sem recurso tem buscado progredir com as demandas culturais da cidade. “A Secretaria e a Conferência vêm para ampliar e dar início a uma nova forma de valorizar a cultura local, que hoje é pautada apenas em festejos”, disse Jovander Pito, Coordenador Municipal de Cultura.

Pedro Padilha, que é Conselheiro Estadual de Cultura, acredita que os conselhos e as conferências é que dão base para os municípios terem mais recursos. “Para que o município possa se desenvolver na cultura, ele precisa realizar políticas públicas, ter conselhos, conferências municipais e regionais que estão acontecendo em diversas cidades em todo o país, para que assim, cada local possa se aderir ao Sistema Nacional de Cultura”, disse Pedro que é também Representante Estadual da Região do Caparaó.

A existência da Conferência é importante para que esse momento seja o marco legal de desenvolvimento cultural do Município. “Marco legal são os registros, sejam eles através de conferência, sejam eles através de fóruns, leis que se estabelecem. Então, hoje em Baixo Guandu, a Conferência se torna um marco legal na Cultura, que vai fazer com que as pessoas participem mais, se envolvam mais com o processo de política pública da cultura”, acrescentou Padilha.

Porém, a Conferência não traz mudança sozinha, para que ela tenha efeito é necessária à participação efetiva da população nas decisões. “Só teremos mudança se o cidadão guanduense se envolver, vai depender da contribuição de cada um, pois a Conferência em si é só um momento de provocação e conscientização das pessoas e a partir disso, do empenho de cada um é que podemos fazer alguma coisa, nos unindo a outros municípios e nos fortalecendo regionalmente”, disse Wilson Coelho que é Conselheiro Estadual de Cultura e Presidente da FECATE – Federação Capixaba de Teatro.

 

Como funciona

O Sistema Nacional de Cultura (SNC) é um modelo de gestão criado pelo Ministério da Cultura (MinC) para estimular e integrar as políticas públicas culturais implantadas por governos, estados e municípios. O objetivo do sistema é descentralizar e organizar o desenvolvimento cultural do país, para que todos os projetos tenham continuidade, mesmo com a alternância de governos.

Funciona da seguinte forma: estados e municípios assinam o termo de adesão ao SNC e a partir daí se comprometem a implantar no município ou estado a estrutura cultural exigida pelo Ministério. Em contrapartida, o Minc oferece todo o apoio para o desenvolvimento de políticas culturais.

O mínimo que o Município deve implantar é uma Secretaria de Cultura, um Conselho de Política Cultural, uma conferência periódica de cultura, um plano de cultura e um sistema de financiamento (fundos de cultura).

Fonte: Sistema Nacional de Cultura

Assessoria de Comunicação – PMBG

Elaine Zambon

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