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Previna-se contra as hepatites: doença pode evoluir para cirrose e câncer do fígado

Nesta segunda-feira (28) é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. A Secretaria Municipal de Saúde de Baixo Guandu realiza, deste o dia 18 de julho, campanha de conscientização para lembrar sobre a importância da vacinação e incentivar a procura por testes de detecção da doença.

Além da coleta de sangue para o diagnóstico da doença que está sendo disponibilizado nas Unidades de Saúde (conforme tabela na galeria de imagens), foram capacitados todos os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do município.

Dia D

Nesta segunda-feira, no Dia Mundial de Combate às Hepatites, a ação de orientação e coleta de sangue será na Avenida Carlos de Medeiros (Rua da Caixa Econômica), das 7h às 10h.

Dados

No Brasil, estima-se que 30 milhões de pessoas já entraram em contato com o vírus da hepatite B e que 2 milhões de pessoas apresentam infecção crônica por este vírus. A imunização contra a hepatite B faz parte do calendário de rotina na rede pública e é ofertada à população em geral, até 49 anos.

No esforço para prevenir e controlar as hepatites virais, o Ministério da Saúde incluiu, neste mês, a vacina contra a hepatite A no calendário de vacinação infantil, para a faixa etária de um ano a menores de dois anos de idade. Desde o último dia 14, crianças a partir de um ano até menores de dois anos começaram a ser imunizadas contra a hepatite A.

Mas não é só o público infantil que deve se prevenir. Pessoas até 49 anos que nunca se vacinaram contra hepatite B podem procurar as unidades de saúde municipais. A vacina é aplicada em três doses. A segunda é aplicada 30 dias após a primeira e, a última, seis meses após a primeira dose. Cumprindo esse esquema, estará protegido para o resto da vida.

Quem tomou uma ou duas doses da vacina contra a hepatite B deve procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência e completar o esquema de três aplicações. Aquele que não tem como comprovar que foi vacinado deve receber as três doses. Por isso, é importante manter em dia o Cartão de Vacinação.

Diagnóstico

As hepatites B e a C são as mais graves por evoluírem para formas crônicas. Por isso, quanto mais cedo for descoberta, melhor. É importante fazer um dos testes de diagnóstico que estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso aos testes e ao tratamento é realizado por meio das unidades de saúde municipais. Os medicamentos usados para tratar a hepatite B têm alta eficácia no controle da doença e aqueles usados no tratamento da hepatite C permitem o alcance de uma taxa de cura em 40 a 80% dos casos.

Doença – As hepatites são infecções por vírus que acometem principalmente o fígado causando inflamação. Elas são divididas nos tipos A, B, C, D e E.

Transmissão – A transmissão ocorre por meio de água e alimentos contaminados (tipos A e E), secreção ou sangue (B e C) e relação sexual (mais comum na B). O tipo D da doença só é possível na presença do B e não existe no Espírito Santo.

Sintomas – Apesar da diversidade, os sintomas, quando existem, são semelhantes: cansaço, tontura, enjôo, febre, dor na região do fígado, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. As hepatites B e C podem evoluir para cirrose hepática e câncer do fígado. Para se detalhar qual é o tipo da doença, é preciso fazer exames específicos, ofertados nas unidades de saúde municipais.

Gravidez – A hepatite B pode ser transmitida de mãe para filho e, por isso, é importante realizar exames durante a gravidez.

Prevenção

– Não compartilhar agulhas, cortadores de unhas, alicates de cutícula, escovas de dente, ou qualquer material que possa ter tido contato com sangue ou secreção. Esses materiais devem ser de uso individual. Nos serviços de manicure, por exemplo, os itens devem ser de uso pessoal, individual ou com a garantia de que o material foi corretamente esterilizado.
– Usar preservativo nas relações sexuais.
– Se vacinar contra a hepatite B.
– Já a forma de contágio da hepatite A é fecal-oral, por contato de pessoa a pessoa, ou por meio de água e alimentos contaminados. A higiene das mãos ou na manipulação dos alimentos é a principal forma de prevenção.

Informações à Imprensa
Assessoria de Comunicação PMBG
Eduardo Candeias / Elaine Zambon / Fabiano Damasceno
noticia@pmbg.es.gov.br
(27) 3732-8914
Edição: Eduardo Candeias

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